Programa Viver a Fé em tempos de distanciamento social aborda “Economia e o cuidado com a vida”

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Programa Viver a Fé em tempos de distanciamento social aborda “Economia e o cuidado com a vida”

 

Na noite da última quarta-feira, dia 01 de julho, a entrevista semanal do Programa Viver a Fé em tempos de distanciamento social teve como convidado o padre Roque Ademir Favarin.

Em tempos de crise, provocada pela pandemia do coronavírus, o tema abordado foi “Economia e o cuidado com a vida”, uma abordagem bastante sincera e reflexiva sobre o momento econômico e de saúde pelo qual estamos passando.

Do ponto de vista econômico, o padre lembrou que são mais de 60 mil pessoas que perderam a vida com a pandemia. “Além da falta que farão para suas famílias, essas pessoas não vão mais consumir no comércio, adquirir as riquezas. Isso vai desencadeando uma crise. Então, a economia deve estar a serviço da vida. Cuidar para que não falte nada em casa. Por outro lado, cuidar das pessoas é também cuidar da economia”.

Com relação ao atual momento econômico do Brasil, o padre Roque apresentou alguns dados de valores que o país tem de reserva em algumas contas como o Tesouro Nacional, o Banco Central e as reservas cambiais. Ele destacou que somos um país cheio de riquezas naturais, conhecimento, além do povo que é trabalhador. “O que gera a crise são as desigualdades, o egoísmo que se transforma em ganância, aquela desigualdade que cria um grupo de poderosos que querem dominar tudo, mas o Brasil tem condições de atender bem o seu povo. Às vezes, é passada uma ideia de que o Estado está quebrado, existe muita corrupção, sim, mas o que falta, é aquela gestão da economia, a gestão da casa, precisamos corrigir algumas distorções”, disse, lembrando que uma oportunidade para discutir isso com as pastorais sociais é a Semana Social Brasileira que deve acontecer nos próximos dias.

Quando perguntado sobre alternativas que podemos incentivar e promover para que a economia se coloque a serviço da vida, o padre destacou principalmente a manutenção de programas sociais e auxílios por parte do Estado. “Nesse momento de pandemia é necessário que os empregos sejam mantidos, manter os programas sociais, auxílios emergenciais, mas também uma ajuda às micro e pequenas empresas. Além disso, um dos princípios da Doutrina Social da Igreja é que as riquezas sejam distribuídas por igual, precisamos trabalhar nisso”.

Campanha “É tempo de cuidar”

O padre Roque também fez uma avaliação sobre a Campanha “É tempo de Cuidar”, uma iniciativa da Conferência Nacional dos bispos do Brasil (CNBB) e abraçada pela Cáritas Diocesana de Caçador e por vários movimentos sociais e eclesiais da Igreja. A ação tem como objetivo promover gestos concretos de ajuda às famílias em situação de vulnerabilidade diante da pandemia do coronavírus. “Fizemos pontualmente algumas distribuições de cestas básicas. Em Lebon Régis, Fraiburgo e em Caçador, foram 200 cestas básicas distribuídas. Ainda em Fraiburgo foram 280 famílias visitadas, que também receberam uma pequena ajuda, também tivemos outras ações em outros municípios e paróquias. Mas, o mais importante é continuarmos com essas ações, fazer com que as pessoas não sejam apenas objetos da nossa caridade. A solidariedade não é um sentimento passageiro, mas um compromisso, uma responsabilidade que devemos ter. A campanha “É tempo de cuidar” vem pra fortalecer esse nosso sentimento de cuidar, cuidar da saúde, cuidar da família, cuidar também dos bens necessários para a vida”.

Assista a entrevista na íntegra:

https://www.facebook.com/diocesedecacador/videos/937565923426056/?v=937565923426056

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