Relatos missionários: “Decidi que queria servir para ser feliz”, diz irmã Izabete

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Relatos missionários: “Decidi que queria servir para ser feliz”, diz irmã Izabete

“É por Deus que eu vos deixo, quero ir servir os pobres!”, essa frase de Santa Emilie Villeuneuve, fundadora da Congregação da Imaculada Conceição de Castres, nos guiou na reflexão do programa Viver a Fé em tempos de distanciamento social desta semana.

Dando continuidade aos relatos missionários, no mês em que a Igreja celebra a sua missionariedade, a entrevista contou com a participação da irmã Izabete Dal Farra, catarinense, religiosa consagrada das Irmãs Azuis – Congregação da Imaculada Conceição de Castres.

Com 43 anos de vida consagrada e vivendo 27 anos fora do Brasil, entre os países africanos de Gabão e Congo, além de Montréal e Haiti, ela atuou como professora, voluntária na Pastoral Familiar e na formação inicial da vida religiosa consagrada, além de seu bonito e importante trabalho como missionária. Atualmente a irmã reside em Vitória, Espírito Santo.

“Doar a vida para que os outros tenham mais vida. Foi assim que aconteceu com Santa Emilie. E nós, irmãs da congregação, somos chamadas também a esta missão”, disse.

 A escolha pela missão brota do coração

Falando sobre suas experiências e sobre como tudo começou na sua vida religiosa e de missão, a irmã contou que sempre sentiu um apelo muito forte. “Quando eu era menina que conheci a primeira irmã Azul, perguntei a ela por que era tão feliz. Ela me respondeu que era feliz porque servia, ajudava as pessoas. E como eu já sentia um apelo muito forte dentro de mim, decidi que também queria servir para ser feliz”, afirmou.

Para Izabete, a dimensão de servir, de ajudar o outro brota do coração de uma maneira espontânea. “Quanto mais eu me dou pra cuidar do outro, mais eu vivo essa alegria do encontro que explode dentro de mim. É como uma força irresistível do amor  que não me faz parar, preciso estar lá onde a voz do pobre me chama”, destacou, completando que “um irmão não é só a minha família, vai mais longe. Todos somos irmãos, como diz o papa: ‘A grande família universal’”.

Experiências missionárias: medo e aprendizado em meio à Guerra

Irmã Izabete contou ainda suas experiências em terras africanas em situação de guerra. “Quando fiz minha profissão, primeiramente comecei a trabalhar como professora, na época me perguntava se realmente conseguiria ser missionária. Uma noite a superiora da nossa Congregação convidou a quem se dispusesse para uma missão na África. Eu na mesma hora disse que sim, mas passei a noite toda com medo de como seria. Fui rezando e sentindo que Deus me chamava e foi aí que tomei a  decisão de partir e dar a vida até o fim, acontecesse o que acontecesse”, lembrou.

Atuando em ações missionárias no Gabão e no Congo, a irmã recorda que trabalhava em várias frentes, entre elas, na educação, com a alfabetização, na formação de casais, mas também na parte social, de caridade. “O povo gabonês e congolês me acolheu, mas, eu também os adotei como meu povo, aprendi muito com eles”.

A missão no Haiti

No Haiti, uma das ações mais significativas, conforme a irmã, foi a ajuda às pessoas para que saíssem de uma situação de traumas e violência, devido à pobreza, ao terremoto e ao ciclone. “Os haitianos são pessoas tão ricas cheias de amor no coração. As ações humanizadoras que desenvolvemos foram pequenos gestos, mas feitos com tanto amor, porque a gente dava e recebia a alegria. Quanto mais nos aproximávamos, mas recebíamos confiança e abertura para seguir nossa missão de ajudá-los”.

Segundo ela, os jovens a introduziram nas famílias. “Lembro que participava dos ritos de nascimento, casamento, sepultamento. Isso nos ajudou a entrar no coração e na alma do povo”, recordou.

O apelo de Deus aos jovens

Para a irmã é importante que os jovens atendam ao chamado de Deus. ‘”Estamos sempre em tempo de missão e Deus quer contar com você, jovem. Deixe brotar a essência para que você possa dar uma resposta. Estamos aqui para ajudar no discernimento do que Deus quer para você, ou do que você quer encontrar nessa busca, o seu projeto de vida”, concluiu.

Assista a entrevista completa:

https://www.facebook.com/diocesedecacador/videos/2786029555009597

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