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Sou mãe, graças a Deus!

São muitas as mulheres que, em caso de dificuldades, optam por realizar um aborto. A Pastoral da Comunicação conversou com uma jovem (M.F.) que ficou grávida após ser vítima de estupro, enfrentou muitos desafios, preconceitos e mesmo assim optou pela vida ao ser orientada por um membro de uma rede Pró-Vida.

Pascom – O que passou pela sua cabeça quando soube da gravidez?

M.F. – Senti muita raiva, dor, desprezo, mágoa e culpa. Primeiro tomei alguns chás que as pessoas falavam e, depois de ver que não houve resultado, decidi procurar uma clínica de aborto mesmo. Minha família toda deu as costas para mim. Muitos disseram que provoquei tudo que eu estava passando. O desespero nos leva a cometer loucuras e eu queria acabar com todo aquele julgamento.

Achei o telefone na internet e liguei achando que era uma clínica de aborto. A moça que conversou comigo falava como se fosse realmente de uma clínica, então marquei um encontro com esta pessoa e pensei: “Como o aborto é ilegal este encontro dever ser para disfarçar para que a polícia não fique sabendo”. Nesse encontro a mulher começou a falar da Igreja e de Jesus, mas eu já conhecia porque fui criada na Igreja evangélica. A mulher me mostrou um outro lado, que eu ainda não conhecia, um lado positivo. Depois dessa conversa, tudo que ela disse ficou dentro de mim. Ela jogou a semente e a semente foi germinando.

Pascom – Você tinha noção de que tinha uma vida dentro de você? E qual foi o seu sentimento ao ver o rosto do seu filho na hora do nascimento?

M.F. – Não tinha noção de que era uma vida; e ainda nem pensava que era o meu filho. Para mim, não havia uma vida ainda e eu não estaria errando. O que me fez conseguir entender tudo foi a Palavra de Deus, através de toda ajuda e acolhimento que recebi. Na hora do nascimento fiquei muito feliz e grata a Deus.

Pascom – Quais foram as ajudas que você recebeu durante a gravidez, no parto e até hoje?

M.F. – A primeira ajuda que eu recebi foi a espiritual, porque, se eu não a recebesse, a pessoa que me acolheu num instituto pró-vida poderia vir falar comigo e oferecer o que fosse que eu não aceitaria. Quando ela falou de Deus aí foi o momento em que eu disse que não iria abortar. Depois precisei de ajuda psicológica, financeira e também recebi todo o tipo de ajuda com roupas, berço e alimentação. Foram tantas mãos que se estenderam para nos ajudar! Sou grata a cada um que foi generoso, que me acolheu. Hoje ainda recebo assistência.

Pascom – Gostaria de destacar um fato marcante durante a gravidez?

M.F. – Sim. Um dos momentos mais emocionantes foi a ultrassonografia. O exato momento em que ouvi aquele batimento cardíaco muito acelerado e pensei que fosse o meu, pois eu estava muito ansiosa, mas que a médica disse que era o coraçãozinho do meu bebê. Naquele momento eu chorei de emoção. Era como um recadinho dele pra mim, demonstrando seu amor. Pra mim era sim um sinal de Deus.

Pascom – O que representa para você ser mãe?

M.F. – Sou mãe, graças a Deus! Ser mãe me fez melhor, despertou meus sentimentos mais nobres, que eu nem sabia que existiam em mim. Já não consigo me imaginar sem meu filho. Segurá-lo em meus braços não tem preço. Meu filho representa o amor de Deus por mim. Não sou digna, mas Ele me presenteou da forma mais bonita. Faço questão de testemunhar para que outras mães vejam. Eu tinha tudo para desistir, mas fiz a escolha certa, optei pela vida e não me arrependo.

Pascom – Gostaria que você deixasse uma mensagem para as pessoas que hoje passam pela mesma situação?

M.F. – É difícil ter um filho sim, mas eu acho que mais difícil é quando você aborta e fica com a consciência pesada. Não sei como estaria hoje se tivesse cometido o aborto, mas se o realizasse talvez eu teria acabado com a minha vida e a do meu filho. Hoje eu olho para o meu filho e tenho força para lutar pela minha vida e pela vida dele. Quero dar o melhor pra ele e ser a melhor mãe que eu puder.  

Entrevista realizada por Juliana Rodrigues

Pastoral da Comunicação

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